terça-feira, 7 de junho de 2011

Funcionários públicos de Campinápolis - MT são presos


O Secretário de Finanças da Prefeitura de Campinápolis - MT, Édson Inácio Tomé, conhecido como "Crispim" e o cidadão Euildes Lucas Machado, conhecido por “Embrulhão”, proprietário da loja Eletro Lucas, também de Campinápolis - MT, foram presos por volta das 13h00 da última segunda-feira (06/06). Ambos foram conduzidos para a Penitenciária Major Zuzi de Água Boa.

As prisões foram realizadas pela equipe de Polícias Civis comandada pelo Delegado Dr. Rodrigo Bastos de Nova Xavantina - MT, em cumprimento a um Mandado de Prisão Preventiva expedido pelo MM. Juiz de Direito Dr. Marcos Terêncio da Comarca de Água Boa - MT.

“Embrulhão” além de empresário é também funcionário concursado da prefeitura municipal de Campinápolis - MT.

Informações de cidadãos do município dão conta que as prisões tiveram origem em um desentendimento entre Crispim, Embrulhão e um outro cidadão que auxiliou na prestação de serviços ao Município na instalação de luminárias. Contudo, durante a prisão, ficou constatado que a acusação era de interferir nas investigações que apuram irregularidades na aplicação de verbas da Contribuição de Iluminação Pública no município de Campinápolis - MT.

Segundo o MPE, os dois tentaram coagir testemunha a alterar o depoimento prestado no procedimento investigatório que apura fraude na prestação de serviços descritos em nota fiscal avulsa referente à colocação de lâmpadas e reatores que sequer foram adquiridos pelo município de Campinápolis.

De acordo com o promotor de Justiça que atua no município, Carlos Henrique Richter, após prestar depoimento à Promotoria de Justiça, confirmando a versão oficial apresentada pelo município, a referida testemunha retornou ao MPE para esclarecer os fatos. “A testemunha narrou que, ao contrário do que informou inicialmente, não prestou qualquer serviço ao município, tendo somente assinado alguns documentos e um cheque a pedido do requerido Euildes Machado, sem ter conhecimento do teor dos documentos apresentados”, destacou o promotor de Justiça.

Segundo ele, a utilização indevida de notas fiscais avulsas por meio da Prefeitura Municipal de Campinápolis também foi identificada pelo Tribunal de Contas do Estado. Em 2009, segundo relatório do TCE, foram pagas pelo município 520 notas fiscais avulsas.

A prisão preventiva dos indiciados, segundo o MPE, fundamenta-se na necessidade de cautela para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, diante da existência de prova da materialidade do crime e indícios de autoria.

A redação do site Campinews está de portas abertas para maiores informações acerca dos fatos, afinal, a informação é algo que diz respeito a comunidade, especialmente, em se tratando de pessoas públicas, que exercem seus cargos em defesa do interesse do povo, como é o caso dos envolvidos, uma vez que ambos são funcionários públicos de Campinápolis - MT.

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